Saudade

Andei de bicicleta
Senti o vento no rosto
Que lembra o toque daquele
Que me faz entender o sentido
 Da palavra “saudade”.
Ao som das músicas
Que me fazem sorrir e chorar.

Imaginei que me quer
Se de mim não lembras mais
Se te amo, se te quero
Ou se apenas me enlouquece deveras

Saí na rua,
Olhei pra lua
Na direção
Do meu bem querer
Cadê você?
Que não está aqui
Nem parece estar
Comigo em ti?

Larga tudo
Venha comigo
Que eu preciso
Destes beijos
Daquele toque
Suave como o vento.

E mesmo errado
É certo:
Lindo, puro sincero
Este amor.

Alice Lima

Rio de Janeiro, 04 de fevereiro de 2009.

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Se você quisesse

Se você quisesse

Se você quisesse estaria aqui
Se você quisesse perguntaria
Quereria você saber como eu estou
Viria me ver

Se você quisesse ficar comigo
Estaria aqui agora
Viria na minha casa,
Na minha alma
Ah, ficaria sim, comigo,
Se você quisesse!

Se você quisesse me amar
Se você me amasse muito
Não ia agüentar ficar longe,
Ficar só, com alguém,
Se quisesse ficar comigo.

Ah, se você quisesse
Não ia agüentar
Ficar sem meus beijos,
Meus abraços.

Sim. Isso se você me amasse muito.
Se quisesse estar comigo, estaria agora.

Mas não faz questão,
Não se esforça
Não tenta me ver,
Não faz nada.

Que contradição!
Haverá esforço na tarefa de amar?
Se você quisesse me ver agora
Viria atrás de mim
Iria onde eu estivesse
Se quisesse estar em mim

Dias e dias se passam
E nada de você vir aqui
Por espontânea vontade
Querendo me ver,

Onde anda a saudade,
Será somente aqui?

Não sei quanto tempo vou agüentar
Um amor imprevisível, incerto
Raso, raro, improvável.

Quem ama quer ver
Quer tocar
Quem ama quer amar
Sentir, provar
Adoçar
A vida do amado.

Não, você não me ama.
E eu, dia e noite, me engano
Com esse amor de mentira.

Alice Lima

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2008.

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