Os homens com quem convivo

Rio de Janeiro, 15/7/2010

Pelo carinho e afeto

que diariamente recebo

Os homens com os quem convivo

Não são iguais aos que estão por aí

Os homens com quem convivo

São doces e carinhosos

Percebem quando alguém está triste

Dão abraços inesperados

Lembram das datas importantes

E comemoram sem motivo

Os homens com quem convivo

Fazem piadas inteligentes

Falam de mulher e futebol

Mas muito mais do que isso,

Eles falam de de amizade.

Amizade, família, amizade, sorrisos

amizade, trabalhar junto,

Estar junto:

Amizade.

Os homens com quem convivo

São brilhantes

Brilham quando criam

Brilham em reuniões importantes

Brilham consertando trecos (ou tentam)

Brilham cozinhando ovo mexido

Brilham no aconchego da família

Brilham, por que

Os homens com os quem convivo

São como estrelas:

A princípio, podem até parecer distantes

Mas iluminam a escuridão

Aquecem os dias

E fazem as mulheres da sua vida

Terem dias de muita alegria.

Alice Lima

Feliz dia dos homens!

Emoções

As emoções são como fadas ansiosas que, 
como quem nunca viu a luz do sol, 
teimam em querer sair, e emocionar.
As emoções são sentimentos enlouquecidos
acesos, como quem banhou-se em combustível
e lançou-se ao mar de sol.
Emocionar-se, no entanto, não é mal. 
É bom e mal, é inseguro; 
Imensa e profunda dor
Ou
Grande alegria que tão imensa, 
Sufoca o grito.
Tristeza louca que de tanta lágrima
Apavora a alegria.
Os sentimentos, incertos, 
não causam dor e alegria tão imensurável.
Vem e vão, vão e vem, 
Como a alegria de contar uma piada
Ou a tristeza de se ver 
Um pedinte nas ruas do Rio. 
Já as emoções… 
Imagine a alegria de dar à luz!
Ou a dor, sei bem que dor é esta
A dor da perda de um pai, um amigo, 
um amor, um irmão. 
Dor sem tamanho, sem direção
Sobe e desce, corre todo o corpo
Navega a alma: corrói o coração. 
O que consola é que após tamanha emoção
Da dor que invade o peito sem piedade
Há uma recompensa. 
Talvez pela coragem e força 
Ou talvez por algum anjo 
Ter apanhado amizade
Vem aquela emoção sem medida
Que compensa qualquer tempestade.
 
Alice Lima
Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2008.

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