O meu aniversário passou. 29 anos!

É, gente. Chegou, e passou. Dia 31 de março, fiz mais um aninho. 29, anos, ao todo, me fazem quase uma balzaquiana. E é incrível como me sinto profundamente menina ainda, cheia de coisas para aprender, tão “tábua rasa” tendo em vista a complexidade e imensidão de coisas para ver, saber, sentir e fazer.

Engraçado é pensar que minha mãe, com 27 anos, fez a mim, esta menina (oups) moça, balzaquiana, que vos fala. E, com a minha idade, já tinha uma pimentinha de quase dois anos que andava para lá e para cá (sim, nessa época eu já andava, após um pequeno trauma em uma queda, atrás de uma borboleta, resolvi andar, mais ou menos nesta idade), bom, mas como ia dizendo, andava, para cima e para baixo pela casa, e dependia dela, somente dela.

Hoje, sou uma garota ainda, cheia de coisas para aprender, me sinto lendo ainda o mundo, e vendo a melhor maneira para encarar a vida. Só que a vida é rápida e passa. A gente pisca, e já foi, não dá para reescrever aquele segundo passado.

Me dei conta que não dá para perder tempo com erros fúteis. As pessoas não voltam a confiar em você. Os seres humanos tem um dispositivo de defesa e, quando tomam um choque na tomada, não voltam a colocar o dedo ali. Quando são assaltadas em determinado local, nunca mais querem passar naquele lugar. Então, não dá para ficar errando a tôa, contando com a chance de concertar as coisas.

Isso não significa, é claro, que não é possível recomeçar. Mas dá trabalho colar um vaso quebrado e ele não fica igual ao que era antes. O que também pode vir a ser bom, quem sabe? Quem disse que o vaso original era, necessariante, mais interessante? Será que as novas marcas e relevos não o deixaram mais complexo e com mais coisas a ver?

Reflexões, reflexões….do alto dos meus 29 anos, aprendo que na vida não tem rascunho? Ai ai ai, Alice. Mas você não lembra daquela frase das agendas de adolescente….? “Não faça da sua vida um rascunho… você pode não ter tempo para passar a limpo” e blá, blá blá? Bom, nunca é tarde para aprender e até que é bonito admitir não é?

Também não é tarde para perceber o quanto se precisa das pessoas, que elas são sim, insubstituíveis e inesquecíveis, e que, se tiverem que ir embora um dia, que levem (e deixem) o melhor possível.

Bom aprendizado. Tardio? Nunca é tarde. Sempre é tarde.*

*Meu cérebro desenterrou esse termo. De onde eu tirei mesmo… ham..ahm… google…. ah! deste livro, que li, no segundo grau(é gente, na minha época não era ensino médio, segundo grau mesmo rsrs)! Contos Contemporâneos Brasileiros. Sinal que me marcou.

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