Na onda da educação e a atualidade – lançando a discussão

Gil Giardelli, em seu blog afirmou que, segundo a Educadora Marcia Matos, “a educação tem 3 ondas!

Confira a apresentação da educadora: http://www.slideshare.net/hyun/shlideshare

A educação 0.1 de uma via, apenas o mestre fala Educação

A Educação 1.0 é Bidirecional, com repetição de conhecimento e o  aluno em sala de aula

A Educação 2.0 é Multidericional com autonomia, espontaneidade, colaboração e rede, construindo conhecimento!

A nova educação tem uma nova formula (relações + mediação + tecnologia = conhecimento) ou

(Oralidade + escrita + midia + multimedia + web 2.0 = um novo jeito de ser, viver e conviver ) ou

(Comunicação + conexão + convergência = Interatividade = educação)”

Marcia proclama, a nova educação não depende mais da escola formal! Ela depende de Muita informação + ciclo de vida + educação continuada + foco em competências.

Tendo em vista este discurso, a escola como temos hoje, ainda precisa se reinventar. Talvez, nem ao tal “2.0” conseguimos chegar.

Para alimentar esta reflexão, trago um trecho do texto de Jim G. Lenge* Professor no Hunter College, na Universidade de Nova York. Graduado em Harvard, trabalhou em organizações ligadas ao setor acadêmico por 38 anos. É autor do livro “Educação 3.0”. Ele diz o seguinte:

“Agora, vamos levar a nossa câmera para dentro das escolas de hoje em dia para ver se a educação mudou para encontrar a nova economia. O que nós vemos? Estudantes em grandes grupos, utilizando papel e lápis como ferramentas. Todos eles fazendo a mesma coisa e ao mesmo tempo. Eles aproveitam as poucas conexões com o mundo exterior. E são supervisionados de perto. Eles fazem as mesmas coisas durante todo o dia. Não conversam entre si. Não são felizes. O que está errado?

A educação não evoluiu para acompanhar as necessidades do mundo ao seu redor. Os trabalhos de hoje em dia demandam pessoas que possam trabalhar em pequenos grupos para resolverem problemas, utilizando ferramentas digitais, preparados para realizar muitas diferentes tarefas durante o dia, sem supervisão próxima, e com um vasto círculo de conexões. As escolas não estão fazendo isso. Elas não inventaram a Educação 3.0. Ainda estão fazendo a Educação 2.0.

A questão de hoje para nós é: “Como deve ser a Educação 3.0 para desenvolvermos crianças e cidadãos que necessitamos formar para hoje e para amanhã?”. Qual é o seu sonho de Educação 3.0?”

Então, qual será o caminho? Fica a oportunidade de discussão e necessidade de reflexão de todos aqueles envolvidos no fazer educativo, principalmente das lideranças educacionais. O que fazer? Qual o nosso sonho de educação? Qual a educação que funcionará para esta nova geração, conectada e acostumada com a informação em rede?

Fontes:

http://abmeseduca.com/?p=4764#sthash.EFXXHwPS.dpuf

http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2009/03/20/a-mestre-com-carinho/

Livros para Download de Paulo Freire

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Livros de Paulo Freire
desbloqueados para impressão

O site Biblioteca da Floresta havia disponibilizado para download, como pdf e possibilitando a impressão, preciosidades de Paulo Freire. São livros importantíssimos deste pensador comprometido profundamente com as causas sociais.

O material é inovador, criativo, original e tem grande importância histórica. Infelizmente ele não está mais disponível para download. Recebi um email arrogante da editora. Realmente lamentável.

Deixo claro que eu não tive a intenção de distribuir algo que não era permitido visto que estava aberto para ser baixado de um site do Governo do Acre: http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/

No entanto, mesmo vendo que era apenas um link redirecionador, recebi um email ameaçador, quando na verdade a minha intenção era apenas compartilhar com amigos um link de um site que me parecia confiável.

Informo que a Editora Paz e Terra Ltda. entrou em contato exigindo que eu retirasse os links hoje.

Faço isso porém deixo claro que os links estão nos servidores da Biblioteca da Floresta, responsável por tal conteúdo na Internet.

Mais uma vez, lamentável. Paulo Freire deve estar se revirando no túmulo.

Compartilho então vídeos – sim, estes são gratuitos – da última entrevista de Paulo Freire. Uma riqueza ímpar.

 

E quem precisar de ajuda com Paulo Freire, é só escrever para mim, ok?

😉 Alice Lima

Feliz Dia do Professor!

Criado no site Você na capa de NOVA ESCOLA. Eu ia amar sair na capa! rsrsrs =)

Educar é
 
Educar é provocar aprendizagem
Com as janelas e portas abertas
Da mente, e da imaginação.
É ter e dar escolhas.
Educar é usar o tempo a favor do saber
Pois o tempo de um
Não é o tempo de mais nenhum outro.
Educar é se relacionar
Não é somente oferecer ao outro
Aquilo que já se conhece
Mas permitir ao outro compreender, refletir
E mais que isso:
É proporcionar a experiência de criar
É convidar o outro, para uma viagem
Onde o destino é um futuro novo!
 
Professor, parabéns por ser mais um agente de mudança.

por Alice Lima, em 14/10/2010

Softwares inclusivos

Fui convidada para participar do Curso oferecido pela Computertoys com a Cnotinfor, sobre Softwares Inclusivos.

A Cnotinfor está promovendo seus softwares no Brasil, que estão sendo adaptados para a realidade brasileira e a Computertoys irá comercializar o produto.

Eu curti bastante os softwares que, através dos símbolos, busca facilitar a aprendizagem de crianças, jovens e pode ser adaptado para adultos. Isso por que suas atividades são totalmente personalizáveis de acordo com as necessidades do profissional que está trabalhando em cima dele.

Patrícia, que está comigo aí na foto, é diretora executiva e formadora da Cnotinfor. Ela trouxe muita informação legal – pedagógica e tecnológica – para nós.

A experiência foi gostosa e até emocionante. O público era diverso, haviam fonoaudiólogas, mães que queriam facilitar sua comunicação com filhos com necessidades especiais, filhos que queriam se comunicar com seus pais, já idosos, que tem dificuldade para falar o que precisam ou sentem, professores buscando alternativas para lidar com dificuldadeas de aprendizagem e fonoaudólogas, também perseguindo novas ferramentas ideais para atender ao seu paciente.

Fiz algumas anotações que, assim que possivel, vou disponibilizar aqui e falar mais um pouco sobre cada programa com os quais interagi.

Observar os softwares e a lógica que ele propõe me deu uma série de idéias e me fez perceber como é possível criar estratégias para facilitar a vida daqueles que possuem dificuldades para se comunicar. Vi também que, nós mesmos, precisamos e lidamos com os símbolos o tempo todo e que passamos estas mensagens para as nossas crianças. Precisamos estar atentos e observar que mensagem passamos ao elaborar uma simples atividade ou projeto, e que “verdade absoluta” estamos, implicitamente, comunicando.

Precisamos também perceber em que universo está inserido aquele com quem queremos nos comunicar para usar os símbolos de forma que possa contribuir para a comunicação e não, engessar, assustar o outro.

No uso do computador e dos próprios softwares, percebi o quanto os nossos profissionais estão distantes da tecnologia e o quanto isso os assusta.

Antes mesmo de aprender a utilizar os softwares inclusivos, é preciso que os professores, fonoaudiólogos, entre outros interessados, mergulhem na línguagem digital e vejam que a tecnologia precisa deles para funcionar, e eles precisam da tecnologia para criar soluções novas para  pessoas inseridas em uma sociedade cada vez mais digital.

Obs.: Então disponíveis para download no site da Cnotinfor, as versões de demonstração para o Brasil do Software inclusivo que utilizamos no curso,  da Imagina: Aventuras 2 e Comunicar com Símbolos.

  • A versão de demonstração do Comunicar com Símbolos funciona durante 21 dias e o sintetizador de voz é a única função desativada.
  • A versão de demonstração do Aventuras 2 funciona durante 120 minutos.

Se tiver alguma dúvida, entre em contato com o pessoal da Cnotinfor: info@imagina.pt.

Feliz Dia das Mães!

Galera, esse vídeo foi planejado por mim e produzido por Leonardo Gomes, junto com o pitaco da galera da Estudio Click e o esforço de todos para divulgar. Está lindo!

Se vocês gostarem, divulguem e homenageem o maior número de mamães possível!

=) Bjs, Alice

A sabedoria é antiga. A prática não. Nunca é tarde?

 

“Você não pode resolver os problemas que tem hoje pensando como pensava quando os provocou.”
Albert Einstein, físico alemão(1879-1955)

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Ilustração de Anderson Christian, para Paulo Lima, melhores amigos. 

Einstein viveu no século passado e ainda hoje nos dá lições preciosas sobre como levar a vida. E não só no aspecto pessoal mas, pensando no mundo em que vivemos hoje, sua frase reflete-se em todas relações, atitudes e escolhas.

Não podemos resolver o problema do aquecimento global se continuamos poluindo. Não podemos resolver a violência se cultivamos a discórdia, o egoísmo, a frieza nas relações humanas. Não podemos desejar igualdade entre os povos se não partilhamos o que temos, se não brigamos por estes direitos, se não somos responsáveis. Precisamos nos res-pon-sa-bi-li-zar, em todo o sentido da palavra. Do dicionário:

Responsabilidade s. f.
Obrigação de responder pelas ações próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.

Isso mesmo. Não basta gritar que está errado. Isso não é responsabilidade. É insatisfação, manifestação, é uma ação, discordar do que esta errado. Mas este é apenas o primeiro passo, a tomada de coinsciência da necessidade de mudança. E estando coinsciente, não dá para esperar sentado. Não tem milagre, salvador, herói, aquele cara que descobrirá a cura para as mazelas pós-modernas da nossa sociedade.

O mundo é uma aldeia e cada ser humano é um membro deste pequeno grupo chamado “Terra”. Para os problemas de hoje, a salvação está em todos nós. Somos como uma pirâmide humana de cartas e, ao desiquilibrar-se uma delas, todo o resto desmorona. E é isso o que está acontecendo com a nossa casa, com o nosso planeta. Todos bradamos para aquela carta, que está lá no topo – governantes, grandes líderes políticos, religiosos e sociais – aquilo que achamos o melhor, aquilo que queremos que mude. E assim é mais fácil, encontramos os responsáveis. Mas como? COmo podemos encontrar o responsável pelo nosso próprio destino fora de nós mesmos?

Efetivamente, não dá para continuar pensando, agindo da mesma forma, é preciso mudar a estratégia e abandonar aquelas utilizadas quando nosso castelo de cartas começou a desmoronar.

Cada um de nós é responsável não só por si mesmo, mas pelo outro pois, sendo responsável pelo outro, estamos contribuindo para a qualidade de vida de cada um de nós.

Não é preciso ser cristão para compreender a sabedoria do primeiro mandamento que diz: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Deus nos confiou (ou o cosmo, a coincidência, o outro lado, sei lá) um planeta complexo, magicamente intrigante, mutante, vibrante e cheio de riquezas. Com pessoas, que não são vazias, mas são intensas, cheias de sentimento, sonhos e coisas boas (ou ruins) a oferecer. Todo o nosso potencial pode ser explorado para o bem se tivermos a consciência da nossa responsabilidade: com nossos atos e com as coisas que nos foram confiadas.

O segredo da felicidade está em buscar a felicidade para o outro e assim, ser feliz. Olhe em volta. Tome para si, suas responsabilidades, outrora abandonadas, ou ainda, nunca assumidas. Promova a mudança silenciosa necessária ao nosso século. A guerra dos dias de hoje é contra a apatia, o conformismo, o egoísmo e a descrença em um mundo muito, mas muito melhor que este que nós mesmos construimos. Há lógica em construir uma cama de espinhos para um sono tranquilo?

Alice Lima, em 01 de maio. Feriado do dia do trabalho. Dá trabalho ser responsável mas no feriado quem sabe agente consegue começar a pensar nisso?

Beijinhos!

A construção das diferenças

A escola sempre foi considerada a grande geradora de diferenças, desigualdades e distinções entre os seres humanos. Começou já separando os que nela entravam e os que não tinham acesso. Depois, separou os que já nela estavam, através de mecanismos de classificação, hierarquização e ordenamento, de acordo com a religião, idade, classe social e sexo.

Primeiramente, somente para alguns, depois, grupos a requisitaram e ao conseguirem o acesso foram modificando sua organização, seu currículo, prédios, docentes, regulamentos e avaliações que, mesmo assim, ainda acabavam por gerar as diferenças entre as pessoas.

Delimitando os espaços, afirmando o que cada um pode ou não pode fazer, a escola, estabelece, separa e informa o “lugar” de cada um de acordo com as características das pessoas.

Quadros, esculturas, crucifixos, santas, mostram os modelos que devem em tese, ser seguidos, e o prédio da escola, através de sua arquitetura, símbolos e marcas, estabelecem variados sentidos, constituindo diferentes pessoas.

Imagens, exemplos que representam momentos históricos e figuras heróicas, fazem com que algumas pessoas almejem ser como esses heróis. Ou ainda, há aqueles que não se interessam, não consideram isto como algo atrativo, ou não se vêem como merecedores, capazes.

É preciso perceber as variadas maneiras como as informações e vivências constituem as pessoas, implicadas na concepção, na organização e no fazer escolar do dia a dia. Até mesmo o tempo e o espaço da escola são percebidos de maneiras diferentes pelas pessoas.

A escola, com seus muros e salas de aula, ainda é um espaço de influência e construção da consciência social. Ela nos apresenta, por exemplo, o tempo de trabalhar e o de descansar, ou se divertir, lugares a onde ir e quando estar neles. Essas concepções são retidas, interiorizadas e tornam-se “naturais” , internalizadas através da cultura. As “verdades” e regras aprendidas na escola são de grande influência e interferem diretamente na formação de um povo.

Esta concepções “naturais”, regras indiscutíveis e ditas “óbvias” podem ser percebidas nas diferenças entre meninos e meninas, na maneira de agir e de se agrupar, e nós acostumamos a ver isto como a “ordem natural das coisas”. Além das diferenças sociais, de raça, sexo, etnia e de gênero que são apreendidas como algo que “põe cada qual em seu lugar”. A construção histórica dessas divisões é a explicação “coerente” para tais diferenças.

Os grupos mais variados construíram diversos modos de lidar e reter o significado do tempo e do espaço. É bem verdade que, com a popularização da internet, o tempo e espaço se resignificaram. O ambiente digital aproximou pessoas outrora distantes mas, se descartado seu papel e valor na sociedade, sua capacidade de mudança rumo a igualdade ou a desigualdade pode ser apenas mais um espaço “espelho” que reflete a sociedade e suas mazelas.

Os jogos na internet são divididos entre jogos para meninos e jogos de meninas. E esta diferenciação é apresentada por adultos e crianças que colocaram recentemente o termo “jogos de meninas” entre os mais buscados no Google (atual maior buscador da rede). Os pais ensinam e as crianças reproduzem esta verdade aprendida. As meninas entendem que jogos de futebol e com naves não são para elas, mas sim aqueles onde as bonecas devem ir ao shopping, comprar roupas, ir ao salão de beleza ou fazer comida. Como podemos continuar considerando isso natural?

Essas diferenças, e o desempenho de cada gênero são influenciados pelo sexo? Então como se explica a mistura bem sucedida de meninos e meninas em variadas atividades, além de meninos que se interessam pôr atividades mais calmas e meninas, o contrário? Situações inesperadas devem significar realmente desvio e trazer preocupações? Meninas que não gostam de boneca devem ser discriminadas? E o contrário? Devemos refletir sobre o forte impacto de atitudes, afirmações e daquilo que está a volta de nossas crianças, ensinando-lhes, desde cedo, a analisar criticamente, (sim, desde cedo, por que não? ) a questionar aquilo que lhes é apresentado.

Principalmente nos dias de hoje, com o acesso a variadas informações que nós adultos, pais e educadores, não tivemos em nossa infância. Precisamos refletir sobre o impacto de tudo o que lhes é apresentado, e lembrar que hoje, são muitos os bits & bytes apresentados a atual infância, jamais vistos por nós na mesma etapa da vida.

Porque escola e internet são para o bem, e para o mal, como gente.

Há que se abrir o olho, e a mente.

Texto escrito após a leitura dos seguintes materiais:

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo.

Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

Undergoogle – http://www.undergoogle.com/blog/2008/geral/google-zeitgeist.html

Jogos de menina – http://www.jogosdemenina.com.br/ (entre outros parecidos)

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