Propósito

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em Julho 12, 2009 por aliceinside

“Viver pouco mas
viver muito
Ser todo pensamento
Toda a esperança
Toda a alegria
ou angústia – mas ser 

Nunca morrer
enquanto viver.”

Eunice Arruda

Vi este lindo poema em uma revista antiga, edição de outubro de 2006 da Vida Simples e ele me fez refletir um poquinho sobre o propósito. Esta palavrinha, propósito. Qual o propósito, motivo e razão pela qual vivemos?

Viemos para viver muito? Vale mais viver muito mas ter pouca vida dentro de si, no coração, pouca história para lembrar, rir e chorar? A vida passa como um relâmpago e, ou se aproveita, ou quando você vê, passou.

É preciso sentir o coração acelerar, é preciso ter motivo para ter lágrimas rolando de todo o jeito, de emoção e alegria, pelos cantinhos longe do nariz, e ainda, aquela lágrima que se mistura com a saliva e faz a dor ter um gosto, não amargo, mas salgadinho, gosto de lágrima mesmo.

É preciso manter-se vivo. E para manter a chama da vida no coração acesa, agente tem se manter fiel aquilo que agente acredita,  lutar por isso, cuidar de quem amamos, amar e amar e amar intensamente. E calmamente também.

Precisamos deixar para trás pessoas que nos magoam. Que nos fazem mal. Ter coragem para dizer não. Ter coragem para dizer sim. E se não tiver respostas, precisa ainda assim, dizer um não, ou um sim. E saber encarar a realidade de que, nem sempre as escolhas serão as melhores, ou as mais fáceis. Poderão ser as opções ambas ruins. Ou ambas boas. E escolher vai ser sempre difícil. Mas é preciso caminhar, escolher e decidir cada minuto na vida. Pois não se pode morrer enquanto se está vivo. É proibido morrer, enquanto viver.

“Larga o cobertor, a cama, o
medo, o terço, o quarto, largar
toda a simbologia e religião; largar o
espírito, largar a alma, abrir a
porta principal e sair. Esta é
a única vida e contém inimaginável
beleza e dor.”

(parte do poema “sair”, de Antonio Cicero).

A sabedoria é antiga. A prática não. Nunca é tarde?

Postado em Uncategorized em Maio 1, 2009 por aliceinside

 

“Você não pode resolver os problemas que tem hoje pensando como pensava quando os provocou.”
Albert Einstein, físico alemão(1879-1955)

s5020635

Ilustração de Anderson Christian, para Paulo Lima, melhores amigos. 

Einstein viveu no século passado e ainda hoje nos dá lições preciosas sobre como levar a vida. E não só no aspecto pessoal mas, pensando no mundo em que vivemos hoje, sua frase reflete-se em todas relações, atitudes e escolhas.

Não podemos resolver o problema do aquecimento global se continuamos poluindo. Não podemos resolver a violência se cultivamos a discórdia, o egoísmo, a frieza nas relações humanas. Não podemos desejar igualdade entre os povos se não partilhamos o que temos, se não brigamos por estes direitos, se não somos responsáveis. Precisamos nos res-pon-sa-bi-li-zar, em todo o sentido da palavra. Do dicionário:

Responsabilidade s. f.
Obrigação de responder pelas ações próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.

Isso mesmo. Não basta gritar que está errado. Isso não é responsabilidade. É insatisfação, manifestação, é uma ação, discordar do que esta errado. Mas este é apenas o primeiro passo, a tomada de coinsciência da necessidade de mudança. E estando coinsciente, não dá para esperar sentado. Não tem milagre, salvador, herói, aquele cara que descobrirá a cura para as mazelas pós-modernas da nossa sociedade.

O mundo é uma aldeia e cada ser humano é um membro deste pequeno grupo chamado “Terra”. Para os problemas de hoje, a salvação está em todos nós. Somos como uma pirâmide humana de cartas e, ao desiquilibrar-se uma delas, todo o resto desmorona. E é isso o que está acontecendo com a nossa casa, com o nosso planeta. Todos bradamos para aquela carta, que está lá no topo – governantes, grandes líderes políticos, religiosos e sociais – aquilo que achamos o melhor, aquilo que queremos que mude. E assim é mais fácil, encontramos os responsáveis. Mas como? COmo podemos encontrar o responsável pelo nosso próprio destino fora de nós mesmos?

Efetivamente, não dá para continuar pensando, agindo da mesma forma, é preciso mudar a estratégia e abandonar aquelas utilizadas quando nosso castelo de cartas começou a desmoronar.

Cada um de nós é responsável não só por si mesmo, mas pelo outro pois, sendo responsável pelo outro, estamos contribuindo para a qualidade de vida de cada um de nós.

Não é preciso ser cristão para compreender a sabedoria do primeiro mandamento que diz: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Deus nos confiou (ou o cosmo, a coincidência, o outro lado, sei lá) um planeta complexo, magicamente intrigante, mutante, vibrante e cheio de riquezas. Com pessoas, que não são vazias, mas são intensas, cheias de sentimento, sonhos e coisas boas (ou ruins) a oferecer. Todo o nosso potencial pode ser explorado para o bem se tivermos a consciência da nossa responsabilidade: com nossos atos e com as coisas que nos foram confiadas.

O segredo da felicidade está em buscar a felicidade para o outro e assim, ser feliz. Olhe em volta. Tome para si, suas responsabilidades, outrora abandonadas, ou ainda, nunca assumidas. Promova a mudança silenciosa necessária ao nosso século. A guerra dos dias de hoje é contra a apatia, o conformismo, o egoísmo e a descrença em um mundo muito, mas muito melhor que este que nós mesmos construimos. Há lógica em construir uma cama de espinhos para um sono tranquilo?

Alice Lima, em 01 de maio. Feriado do dia do trabalho. Dá trabalho ser responsável mas no feriado quem sabe agente consegue começar a pensar nisso?

Beijinhos!

Livros para Download de Paulo Freire

Postado em Uncategorized em Abril 21, 2009 por aliceinside

method_paulo_freire

Livros de Paulo Freire
desbloqueados para impressão

 O site Biblioteca da Floresta disponibilizou para download, como pdf e possibilitando a impressão, preciosidades de Paulo Freire. São livros importantíssimos deste pensador comprometido profundamente com as causas sociais.

O material é inovador, criativo, original e tem grande importância histórica. Aproveitem!

  • Ação Cultural para a Liberdade
  • Extensão ou Comunicação
  • Medo e Ousadia
  • Pedagogia da Autonomia
  • Pedagogia da Indignação 
  • Pedagogia do Oprimido 
  • Professora sim, Tia não
  • Legal né? Viva a Internet! =)

    A construção das diferenças

    Postado em Uncategorized em Abril 19, 2009 por aliceinside

    A escola sempre foi considerada a grande geradora de diferenças, desigualdades e distinções entre os seres humanos. Começou já separando os que nela entravam e os que não tinham acesso. Depois, separou os que já nela estavam, através de mecanismos de classificação, hierarquização e ordenamento, de acordo com a religião,  idade, classe social e sexo.

    Primeiramente, somente para alguns, depois, grupos a requisitaram e ao conseguirem o acesso foram modificando sua organização, seu currículo, prédios, docentes, regulamentos e avaliações que, mesmo assim, ainda acabavam por gerar as diferenças entre as pessoas.

    Delimitando os espaços, afirmando  o que cada um pode ou não pode fazer, a escola, estabelece, separa e informa o “lugar” de cada um de acordo com as características das pessoas.

    Quadros, esculturas, crucifixos, santas, mostram os modelos que devem em tese, ser seguidos, e o prédio da escola, através de sua arquitetura, símbolos e marcas, estabelecem variados sentidos, constituindo diferentes pessoas.

    Imagens, exemplos que representam momentos históricos e figuras heróicas, fazem com que algumas pessoas almejem ser como esses heróis. Ou ainda, há aqueles que não se interessam, não consideram isto como algo atrativo, ou não se vêem como merecedores, capazes.

    É preciso perceber as variadas maneiras como as informações e vivências constituem as pessoas, implicadas na concepção, na organização e no fazer  escolar do dia a dia. Até mesmo o tempo e o espaço da escola são percebidos de maneiras diferentes pelas pessoas.

    A escola, com seus muros e salas de aula, ainda é um espaço de influência e construção da consciência social. Ela nos apresenta, por exemplo, o tempo de trabalhar e o de descansar, ou se divertir, lugares a onde ir e quando estar neles. Essas concepções são  retidas, interiorizadas e tornam-se “naturais” , internalizadas através da cultura. As “verdades” e regras aprendidas na escola são de grande influência e interferem diretamente na formação de um povo. 

    Esta concepções “naturais”, regras indiscutíveis e ditas “óbvias” podem ser percebidas nas diferenças entre meninos e meninas, na maneira de agir e de se agrupar, e nós acostumamos a ver isto como a “ordem natural das coisas”. Além das diferenças sociais, de raça, sexo, etnia e de gênero que são apreendidas como algo que “põe cada qual em seu lugar”. A construção histórica dessas divisões é a explicação “coerente” para tais diferenças.

    Os grupos mais variados  construíram diversos modos de lidar e reter o significado do tempo e do espaço. É bem verdade que, com a popularização da internet, o tempo e espaço se resignificaram. O ambiente digital aproximou pessoas outrora distantes mas, se descartado seu papel e valor na sociedade, sua capacidade de mudança rumo a igualdade ou a desigualdade pode ser apenas mais um espaço “espelho” que reflete a sociedade e suas mazelas. 

    Os jogos na internet são divididos entre jogos para meninos e jogos de meninas. E esta diferenciação é apresentada por adultos e crianças que colocaram recentemente o termo “jogos de meninas” entre os mais buscados no Google (atual maior buscador da rede). Os pais ensinam e as crianças reproduzem esta verdade aprendida. As meninas entendem que jogos de futebol e com naves não são para elas, mas sim aqueles onde as bonecas devem ir ao shopping, comprar roupas, ir ao salão de beleza ou fazer comida. Como podemos continuar considerando isso natural?

    Essas diferenças,  e o desempenho de cada gênero são influenciados pelo sexo? Então como se explica a mistura bem sucedida de meninos e meninas em variadas atividades, além de meninos que se interessam pôr atividades mais calmas e meninas, o contrário? Situações inesperadas devem significar realmente desvio e trazer preocupações? Meninas que não gostam de boneca devem ser discriminadas? E o contrário? Devemos refletir sobre o forte impacto de atitudes, afirmações e daquilo que está a volta de nossas crianças, ensinando-lhes, desde cedo, a analisar criticamente, (sim, desde cedo, por que não? ) a questionar aquilo que lhes é apresentado.

    Principalmente nos dias de hoje, com o acesso a variadas informações que nós adultos, pais e educadores, não tivemos em nossa infância. Precisamos refletir sobre o impacto de tudo o que lhes é apresentado, e lembrar que hoje, são muitos os bits & bytes apresentados a atual infância, jamais vistos por nós na mesma etapa da vida. 

    Porque escola e  internet são para o bem, e para o mal, como gente.
    Há que se abrir o olho, e a mente.

    Texto escrito após a leitura dos seguintes materiais:
    SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo.
    Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
    Undergoogle – http://www.undergoogle.com/blog/2008/geral/google-zeitgeist.html
    Jogos de menina – www.jogosdemenina.com.br/ (entre outros parecidos)

    Oi pessoal!

    Postado em Uncategorized em Abril 5, 2009 por aliceinside

    Agora também sou uma personalidade WordPress hehehe. Já que estamos falando tanto dele, vamos entrar, experimentar e ver porquê ele é tãaaao famoso! Espero que tenham gostado da carinha da minha página. =)

    Bjs  doces, Alice (inside!)